«A água escorria e ansiosamente esperava que a banheira obtivesse água suficiente para acolher todo o meu corpo. Enquanto esperava dançava, a música fazia-se ouvir por toda a casa-de-banho, embatia nas paredes, entoava e fazia eco. Dançava e enquanto dançava a roupa ia caindo, escorregando ao longo do corpo e caindo ao longo do chão...»

«Finalmente a banheira encheu. Acabara de te enviar a SMS. Entrei e senti toda aquela água envolver todo o meu corpo... Encontrava-se morna! Molhei-me e senti cada gota escorrer, deslizar, percorrer cada pedaço de mim, cada pedaço da minha pele... Sorri - o telemóvel acabara de tocar. Decidi fazer-te esperar e continuei o que me encontrava e o que estava prestes a fazer!»

«Peguei no gel de banho que se encontrava pousado na borda da banheira, abri e coloquei uma pequena porção na esponja cor café com leite. Apertei-a e observei a forma como a primeira espuma se formava e como parecia querer fugir daquele local. »
«Continua, já chega, não me faças esperar mais! Sê uma menina boazinha e parte logo para a 'badalhoquice'»
«Que impaciente que ele é! Nunca ouviste dizer que a paciência é uma virtude? Mas, hum... Seja, deixemo-nos de rodeios e passemos à acção! A esponja pelo meu corpo vagueou, viajou, deambulou... A minha pele eriçou-se... A minha carne parecia pedir que lhe tocasse... Que lhe dedicasse algum tempo... O meu eu interior parecia gritar: "Quero vir-me!"»
«Isso, isso... Conta-me, conta-me como fizeste para que essa voz se calasse, conta-me e pára de me fazer sofrer!»
«Peguei na esponja e com ela percorri cada curva do meu corpo... O perfume que dele imanava graças ao perfume de jasmim do gel... Hum... E a espuma que se colava à minha pele... Comecei pelo pescoço e imaginei os teus lábios colados nele, a tua língua a deslizar, a subir e a descer fazendo-me arrepiar... Imaginei os teus lábios beijarem o lóbulo de uma das minhas orelhas... Imaginei a tua boca a proferir palavras, frases porcas, obscenas, mas deliciosamente excitantes à entrada de um dos meus ouvidos.»

«As minhas mãos nas minhas mamas... As minhas mamas nas minhas mãos... Os meus dedos nos meus mamilos e os mamilos rijos colados à palma de cada uma das minhas mãos... Uma mão que descia.... Uma mão que parecia ser a tua mesmo sem ser... Uma mão que desceu e que se apoderou da minha rata, da minha cona, da minha vagina, whatever... Um dedo pressionou, friccionou, excitou e por lá ficou... O meu clítoris pedia para não parar, para continuar... Obedeci. Afinal até sou uma menina boazinha estás a ver?»
«Hummmm... Que bom. Pois és, pois és... És uma menina boazinha, tão boazinha que até me estás a deixar de pau feito, achas isso bonito?»

«Hummmm.... É bem feito, mas é uma pena que eu não possa estar perto de ti, ou melhor, 'dele', para lhe dar o tratamento devido! Continuando: com os dedos de uma mão o clítoris acariciava, com os dedos da outra fazia, com que, um, dois dedos entrassem. Húmida, quente e com um tesão do caralho - era assim que eu estava. Os dedos entravam, saiam, entravam, saiam... Saiam para voltarem a entrar... Entravam para voltarem a sair... Eu gemia e suspirava, uma, duas, três vezes e continuava. O corpo estremecia, pedia por mais. Dei-lhe mais. Peguei no chuveiro, abri a água com a pressão adequada, aproximei-o do clítoris e... Huummm... Gemi, gemi, gemi, gemi, gemi... Gemi até... Até... Até me vir e vim-me. Vim-me e que bem que me soube!»
«Também eu me vim!»